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Estamos iniciando estas postagens com vistas àqueles que aspiram ao santo ministério da palavra, a todos um bom proveito!

SACERDOCIO UNIVERSAL DOS CRENTES

 1Tm 3:1 “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.”

Um dos ensinos mais ressaltados no Novo Testamento é aquele que diz “de Deus somos cooperadores” 1Co 3:9. Este ensino, largamente enfatizado nos ensinos de Paulo, é de igual modo com­partilhado no decorrer de todo o Novo Testamento. Sua importância se avulta singularmente nas seguintes palavras do apóstolo Pedro:

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de .Deus, a fim de proclamardes as virtu­des daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”1Pe 2:9.

Quando aceitamos a salvação que nos foi oferecida em Cristo, o nosso relacionamento com Deus assumiu uma dimensão não só no que tange ao louvor e à adoração, mas também no que tange ao serviço. E é desta forma que, uma vez unidos a Cristo, somos feitos parte inseparável da Sua obra na terra. Como Igreja, temos de Cristo a chamada para sermos suas testemunhas, sal da terra e luz do mundo. Esta chamada se destina a todos os salvos.

Reconhecemos, porém, que, além da chamada geral e universal com a qual Deus tem contemplado a todos os salvos, Ele tem dis­tinguido a muitos dos seus servos com uma chamada individual e específica. Estes exercem funções de ministros, de tempo inte­gral, constituindo assim o ministério ordinário da Sua Igreja. Ninguém pode fazer a si mesmo ministro de Cristo. Necessário é que se tenha a específica chamada divina como Arão, irmão e coo­perador de Moisés.

Destes a quem Deus chama para o ministério de tempo inte­gral, requer-se que cumpram o seu ministério com cuidado, respei­to e dignidade, porque todos, quer sejam bons ou maus obreiros, hão de comparecer diante de Deus a fim de prestar-lhe contas dos seus atos.

Diferentes Aspectos da Chamada Divina

Abrindo a Bíblia nos Evangelhos, vamos encontrar duas chama­das e três ordens de Jesus Cristo, as quais constituem a base da vocação e chamada de todo aquele que se dispuser a seguir a Cris­to, passo a passo. São elas:

Vinde a mim – Mateus 11:28 “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”

Vinde após mim – Mateus 4:19 “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.”

Aprendei de mim – Mateus 11:29 “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.”

Ficai na cidade – Lucas 24:49 “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.”

Ide por todo o mundo – Marcos 16:15 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”

Da observância a esta dupla chamada e tríplice ordem de Cristo, depende primeiro a salvação das nossas almas, e em segun­do lugar, o sucesso do ministério que Deus nos confia: seja um ministério de âmbito geral e universal, seja um ministério de âm­bito individual, especial e específico.

1. Vinde a mim – Mt 11:28

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”

Este solene convite de Cristo aos cansados e sobrecarrega­dos, ou oprimidos, vem acompanhado da promessa: “… e eu vos aliviarei”.

Cansados e oprimidos! Esta era a triste situação de todos nós antes de fazermos parte da família de Deus. Hoje, porém, é diferente. Ao darmos ouvido ao apelo de Cristo, o nosso peso se foi; fomos mudados em novas criaturas e constituídos servos Seus, dispostos a ficar aqui ou ir ali e além, comunicando ao mundo os benditos favores do Evangelho.

Todos os apóstolos de Cristo começaram o seu jornadear espi­ritual aceitando este convite; por isso vieram a ser aquilo que todos nós hoje esperamos ser: fiéis testemunhas de Jesus Cristo.

2. Vinde após mim – Mateus 4:19

“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.”

Em atender este segundo convite de Cristo, reside a chave do segredo do nosso sucesso na conquista das almas. Devemos seguir os seus passos e pisadas, se queremos ser para o mundo o que Ele foi, e fazermos pelos homens o que Ele fez. Se não estamos dis­postos a seguir após Ele e fazê-lo nosso Mestre na conquista das almas, de pouco ou de nenhum valor será estudarmos bons livros ou freqüentarmos seminários com o intuito de aprender ganhar almas para o Seu reino.

Ganhar almas não é uma profissão, mas uma arte divina que só será levada a bom termo por aqueles que tenham passado pela esco­la do supremo Mestre da Galiléia, o Senhor Jesus Cristo.

3. Aprendei de mim – Mt 11.29

“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.”

A Bíblia se refere a Cristo mais vezes como Mestre do que como Salvador. Ele mesmo disse: “Vós me chamais o Mestre e o Se­nhor, e dizeis bem; porque eu o sou” Jo 13:13.

Aqueles que aprenderam de Cristo são úteis ao cumprimento de todo o desígnio de Deus. Devemos aprender de Cristo, pois segundo Paulo, nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento Cl 2:3.

Aprendendo de Cristo podemos ser para a nossa época aquilo que Paulo e os demais apóstolos foram para a sua própria época ­testemunhas capazes para anunciar todo o desígnio de Deus, At 20.27.

4. Ficai na cidade – Lucas 24:49

“Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.”

Entre a preparação do discípulo e o seu envio como obreiro para o campo, Cristo exige de cada um: “ficai na cidade”. Primei­ro ficar, para depois ir. Ficar sob a ordem do Senhor é tão sublime quanto partir sob a orientação e bênção do mesmo Senhor.

Ir quando devia ficar não é menos peri­goso do que ficar quando se devia ir. Davi ficou em Jerusalém quando devia estar com os seus soldados lutando contra os filhos de Amom, e como resultado disso pecou gravemen­te contra Deus (2Sm 11:1-4). Aimaás partiu quando devia ter ficado, o resultado disso foi que quando chegou ao seu destino, desco­briu que não tinha mensagem alguma (2Sm 18:29).

De mais de quinhentos irmãos que ouvi­ram: “ficai na cidade”, apenas um número de mais ou menos cento e vinte atenderam a ordem do Senhor; consequentemente, só esses “ficaram cheios do Espírito Santo, e passa­ram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” At 2:4.

A exemplo de nosso Senhor Jesus Cristo, nenhum de nós deve­ iniciar um ministério de maiores proporções, até que tivesse especial visitação do Espírito Santo. E para tê-la, precisa­ “ficar na cidade”, até que do alto sejamos revestidos do poder.

5. Ide por todo o mundo – Mc 16:15

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”

Havendo os discípulos ficado na cidade, veio o Espírito San­to e os encontrou juntos num mesmo lugar. Cheios do Espírito, agora podiam sair como testemunhas de Cristo, em Jerusalém, na Samaria, Judéia e até aos confins da terra (At 1:8).

Este mandamento de Cristo pode e deve ser observado tanto por aqueles que tiveram uma chamada individual da parte de Deus, quanto por aqueles que são alvo de uma chamada geral e universal.

Como os maiores e mais valiosos peixes sempre estão, não nas águas rasas das praias, mas em alto mar; assim também, as almas mais carentes de Deus, são aquelas que estão mais longe do conví­vio dos cristãos. Portanto, a ordem de Cristo é de irmos bus­cá-las lá fora onde se encontram.

CHAMADA GERAL E UNIVERSAL

Entre a chamada para a salvação, destinada a todos os ho­mens, e a chamada para um ministério específico de tempo inte­gral, com a qual Deus tem contemplado alguns dos salvos, há a chamada geral e universal destinada aos demais salvos. Desta cha­mada, todos os salvos são feitos participantes. Um dos textos bíblicos que melhor fala disto é:

Atos 1.8: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas tes­temunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.

Não obstante muito importante, a verdade é que aqueles que forem chamados para o desempenho de um ministério cristão específi­co, pouco ou nada poderão fazer sem o respaldo do ministério lei­go. Os leigos formam esse grande potencial através do qual o Espírito Santo opera para abençoar o mundo. Desse ministério fazem parte professores da Escola Dominical, secretários, tesoureiros, dirigentes de congregação, líderes de mocidade e de círculos de oração, regentes de coral, bandas e conjuntos musi­cais, enfim, aqueles que servem à igreja, desde o Pastor até o porteiro.

O Sacerdócio dos Crentes

O sacerdócio universal dos crentes foi uma das chaves pro­pulsoras que deu origem à Reforma Protestante do século XVI. Para Martinho Lutero era inadmissível que apenas uns poucos padres, bispos, cardeais e o Papa, fossem os únicos elementos capazes de representar os interesses do reino de Deus na terra. Foi assim que ele fez soar a sua voz dizendo que todos os homens podiam se chegar a Deus sem a ajuda de intercessores humanos, e uma vez convertidos, podiam falar ao mundo como porta-vozes do próprio Deus.

Lutero dizia em outras palavras o que há quase mil e qui­nhentos anos o apóstolo Paulo havia dito:

 “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença não consultei carne e sangue, nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia, e voltei outra vez para Damasco” At 1:15-17).

Há grande perigo quando os ministros responsáveis pelo go­verno da Igreja subestimam o grande potencial espiritual e de serviço que os leigos representam. A igreja de Antioquia, a mais importante igreja gentílica dos primeiros anos da Era Cristã, não foi fundada pelos apóstolos, mas pelos crentes leigos que foram dispersos por causa da perseguição começada com o martírio de Es­têvão.

At 11:19-26 “Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão se espalharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. 20 Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus. 21 A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor. 22 A notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia. 23 Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor. 24 Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. 25 E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; 26 tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.”

O papel desempenhado pelos leigos da Igreja primitiva foi tão marcante, que alguém chegou a sugerir que o livro de Atos de­veria ser chamado de “Atos da Igreja” em vez de “Atos dos .Apósto­los”, pois, o que vemos por todas as páginas deste livro é uma Igreja forte, valente e impoluta; consciente da responsabilidade de comunicar ao mundo os generosos favores do Evangelho.

A nossas igrejas e o seu admirável crescimen­to, se constitui noutra marcante prova do quanto os leigos podem fazer no surgimento, expansão e crescimento de uma igreja. Sabe-se hoje que a grande maioria dos membros das nossas igrejas foram encaminhados a Cristo, não por influência de pastores e demais obreiros de tempo integral, mas pela influência dos crentes lei­gos. Esta afirmação não minimiza a importância do ministério; pe­lo contrário, mostra a grande importância da influência que a congregação pode exercer junto às massas que não conhecem a Deus.

O Triplice Significado Deste Ministério

Dentre as muitas declarações do Mestre quanto ao valor do crente e da importância da sua influência no mundo, vamos desta­car as três que julgamos mais importantes:

1. Sois o sal da terra – Mt 5:13 “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.”

O sal tem propriedades distintas de qualquer outro tipo de tempero, tanto é que é prefe­rível um alimento que contenha só o sal como condimento, a um alimento em que, tendo todos os condimentos falte o sal.

O sal tinha tanto valor entre os antigos do Orien­te, que chegou-se a dar um quilo de ouro por um quilo deste pro­duto. A palavra “salário” vem da palavra “sal”, e é assim chamado devido ao fato de que os soldados romanos recebiam o pagamento dos seus serviços prestados ao Império, metade em moedas e outra metade em sal. É possível que Jesus tivesse estes fatos em mente quando disse sermos o sal da terra.

O sal fala-nos da influência mística que devemos exercer sobre a sociedade em meio à qual vivemos, primei­ro como agente de conservação; segundo, como agente de equilí­brio, e terceiro, como agente que dá sabor.

“A salinidade do cristão é o seu caráter, conforme é descrito nas bem-aventuranças; é o discipulado cristão e verdadeiro, visível em atos e palavras. Para ter eficácia, o cristão precisa conservar a sua semelhança com Cristo, assim como o sal deve preservar a sua salinidade. Se os cristãos forem assimilados pelos não-cristãos, deixando-se contaminar pe­las impurezas do mundo, perderão a sua capacidade de influ­ência” (R. W. Stott, CONTRACULTURA CRISTÃ, pag. 51).

2. Sois a luz do mundo – Mt 5:14 “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; 15 nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. 16 Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”

A luz brilha e se opõe às trevas. Era exatamente isto o que Jesus queria que os seus discí­pulos fizessem. Jesus sabia que o mundo jamais poderia ver a Deus melhor do que os seus próprios seguidores fossem capazes de mos­trar através de seus atos; por isso, Ele diz:

“Brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos”. Mateus 5:16

Leão Tolstoi, famoso romancista e novelista russo, quei­xou-se que os cristãos, na Rússia dos seus dias, deixaram-no sem convicção. Disse que somente suas “ações”, e não suas palavras, poderiam modificar os temores da pobreza, da enfermidade e da morte que o perseguiam. Orígenes, porém, relata uma história di­ferente sobre os crentes dos seus dias, pois suas vidas, e não suas palavras eram o seu testemunho invencível.

A função do sal é principalmente evitar a deterioração; enquanto que a função da luz é iluminar as trevas; porém o sal e a luz, têm uma coisa em comum: eles se dão e se gastam, e isto é o oposto do que acontece com qualquer tipo de religiosidade cujo centro é o ego.

3. Sereis minhas testemunhas – At 1:8 “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.”

Há alguns requisitos que devem ser preenchidos por alguém que num inquérito está sendo arrolado como testemunha, entre as quais se destacam duas:

1ª) Precisa ter visto algo.

2ª) Precisa ter ouvido algo.

Uma pessoa cega e surda está impossibilitada de servir como testemunha. Mas, para fazer-nos suas testemunhas, Jesus abriu-nos os olhos e os ouvidos, e nos fez embaixadores seus e anunciadores de tudo aquilo que junto a Ele vimos e ouvimos.

1Pe 2:9 “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”

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Rick Warren

A pregação é a maior tarefa do pastor na igreja. O cuidado pastoral é importante. Os grupos pequenos são essenciais. Mas nada se compara à pregação. Se sua igreja fosse um navio, a pregação seria o leme – ela move a igreja. Não importa o tamanho do navio; ele precisa de um leme. Não importa o tamanho da igreja, ela precisa de um leme também.

Em busca de um equilíbrio na pregação, precisamos ter em mente os propósitos de Deus para o homem e o propósito de Deus para sua Palavra. Primeiro, tenhamos em vista o propósito de Deus para o homem. Paulo nos diz em Romanos 8:28-29 que Deus quer que nos pareçamos com Cristo:

E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos;

Esse é o propósito para cada pessoa no planeta. Não há um plano B. Foi esse o propósito para a criação da terra (Gênesis 1:26) Enquanto não compreendermos que o propósito de Deus para nós é nos fazer mais parecidos com Jesus, não estaremos prontos para pregar. O alvo de nossa pregação deve ser ajudar as pessoas a se tornarem mais parecidas com Jesus.

O que significa parecer mais com Jesus? Deus nos quer mais parecidos com ele em três modos:

1. Como pensamos (convicções).

2. Como sentimos (caráter).

3. Como agimos (conduta).

Como Deus cria essa semelhança com Cristo? Por meio da sua Palavra:

Pois se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante a um homem que contempla no espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo e vai-se, e logo se esquece de como era. Entretanto aquele que atenta bem para a lei perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas executor da obra, este será bem-aventurado no que fizer. (Tiago 1:23-25)

Notemos que essa passagem diz que precisamos nos fixar na Palavra, sem esquecê-la, e então praticá-la. Esse é o grande problema de nossas igrejas. Nós nos fixamos na Palavra de Deus, e então a esquecemos e não a praticamos. Quando alcançamos essas três coisas, a bênção de Deus vem.

Infelizmente, muitos pastores usam um método que encoraja as pessoas a olharem para a Palavra de Deus, mas eles depois a esquecem e não a praticam. As pessoas estão sendo informadas, mas não transformadas. Esse é o problema número 1 de nossas igrejas.

George Gallup disse o seguinte: “Nunca antes na História, o Evangelho de Jesus Cristo fez tanto progresso, ao mesmo tempo em que fez tão pouca diferença no modo como as pessoas vivem”.

Ocorre que o problema não são as pessoas, mas a pregação. Para resolver o problema, precisamos de uma compreensão melhor do propósito da pregação.

Quando mencionamos o propósito para a Palavra de Deus, as pessoas inevitavelmente vão a 2 Timóteo 3:16-17:

Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.

Infelizmente, no entanto, as pessoas geralmente param no meio do caminho quando interpretam essa passagem. Quando perguntadas sobre o propósito da Palavra de Deus, simplesmente dizem que ela visa à doutrina, à condenação, à correção e à instrução na justiça. Mas não é só isso que o texto diz. Vamos mais adiante. Paulo nos diz que as Escrituras nos foram dadas para que o homem de Deus seja completo e bem equipado para toda boa obra. O propósito das Escrituras é mudar nosso caráter e nossa conduta. Se este é o propósito da Palavra de Deus, esse é o nosso objetivo quando pregamos a Palavra.

Como ajudar as pessoas a mudar seu caráter e conduta por meio da pregação? Uma palavra: aplicação. É aqui que a mudança de vida ocorre. Muitos pastores bem preparados aprenderam a centrar suas mensagens em torno da interpretação da Palavra. Seu método torna a interpretação um fim em si mesmo, deixando a aplicação para o Espírito Santo.

Lamentavelmente, o resultado da pregação sem aplicação é que nossas igrejas estão cheias pela metade e financeiramente limitadas. A moral está saindo pelo ralo. E os cristãos não são diferentes dos não-cristãos. Eles se divorciam na mesma taxa que seus amigos não-cristãos; cristãos solteiros estão dormindo uns com os outros.

Esse é o problema da pregação. Deus é claro no livro de Isaías quando diz que sua Palavra não volta vazia. Quando, contudo, olhamos para o que está acontecendo em nossas igrejas, parece que a sua Palavra está voltando vazia.

As pessoas dizem que precisamos tornar a Bíblia relevante. Conversa fiada. A Bíblia é relevante. O melhor caminho para ser relevante é ser eterna – e isso a Bíblia é. O que é irrelevante é a forma como a comunicamos.

Desenvolvemos a mais importante tarefa no planeta quando compartilhamos a Palavra de Deus com pessoas a cada semana. Gastemos tempo com isso. Nada influenciará mais nossa igreja que a pregação. Nosso objetivo não é outro senão mudar vidas. Comprometamo-nos em pregar de uma forma coerente com o propósito de Deus para o homem e com o propósito de Deus para sua Palavra.

É assim que as vidas mudam.

João Batista de Almeida-Pr

Introdução

Nunca a paz foi mais procurada do que nos momentos atuais da história. Quem consegue esquecer 11 de setembro de 2001? O mundo ficou com medo, vulnerável. Os limites dos seres humanos ficaram claros. Não somos tão fortes como pensamos. Não conseguimos construir um mundo de paz e harmonia.

Por que anunciar paz às nações?

1. Porque elas não conseguem construir a verdadeira paz

Em Zacarias 9 há a menção de várias nações, povos e cidades: terra de Hadraque e Damasco (v.1); Hamate, Tiro e Sidom (v.2); Ascalom, Gaza e Ecrom (v.5); Asdode e Filisteus (v.6). De alguma forma cada um deles tenta estar em segurança e procura se proteger. Veja o caso de Tiro que “edificou para si fortalezas” (v.3) e o caso de Ecrom que se valeu de falsa esperança (v.5).

O mundo falha em construir a paz. Confia no poder das armas. Armas químicas e bacteriológicas. Armas nucleares. Demonstração de força e poder bélicos. Paz conquistada pelo medo da destruição, depois de muito derramamento de sangue, não é paz verdadeira. É paz vigiada, patrulhada, como acontecia no Império Romano com a chamada “Pax Romana”. Os inimigos sem liberdade, aprisionados, vigiados.

Nações querem construir a paz eliminando os inimigos, mantendo grande parte do mundo na pobreza e na miséria. Uma paz com a constante ameaça de embargos econômicos e invasão por exércitos de nações poderosas, não é verdadeira paz.

Infelizmente o homem não consegue construir a paz somente pelo esforço humanitário. Por mais bem que se consiga fazer pelos menos necessitados, não haverá paz completa, porque há uma sede de paz mais intensa, mais interna, da alma.

É preciso anunciar paz Às nações

2. Porque elas não sabem de onde vem a verdadeira paz

“alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, á filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá de ti justo e salvo, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta” (v.9).

A paz com Deus, a base de toda verdadeira paz entre os homens, só pode vir de Deus. A base da guerra está na guerra interior do homem. Deus estabeleceu um meio de o homem fazer as pazes com ele: por meio de Jesus Cristo, o rei que veio e que quer ser entronizado no coração dos homens. Somente quando ele for rei do coração humano é que o homem poderá construir a verdadeira paz.

Nós sabemos de onde vem a paz! Precisamos anunciar ao mundo a paz que o Rei dos reis quer estabelecer entre os homens. Lembra-se quando os anjos apareceram durante o período do nascimento de Jesus anunciando “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz entre os homens…” (Lc 2.14)? É dele e por meio dele que vem a paz entre os homens.

Os homens precisam voltar a visão para Jesus! Em vez disso olham para as armas, para o poder, o dinheiro, a fama.

Anunciemos que somente por Jesus é possível ter paz. “Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5.1).

É preciso anunciar paz às nações…

3. Porque a paz só é possível por meio do domínio de Cristo sobre todo o mundo

“… o seu domínio se estenderá de mar a mar, e desde o Rio até as extremidades da terra.” (v. 10).

Paulo disse: “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai?” (Fp 2.9-11). A mensagem do Evangelho é a mensagem do senhorio de Cristo sobre todos os homens. Esta é a mensagem essencial.

Enquanto o homem não entregar o seu ego, a sua vontade ao senhorio de Cristo, ele estará dominado por outros poderes estranhos aos propósitos para os quais Deus o criou. O senhorio de Cristo significa colocar o homem no caminho da verdade, a verdade de Deus.

Se o mundo deseja paz, precisa submeter-se ao verdadeiro Senhor da Paz, o Príncipe da Paz.

Conclusão

Se alguém me perguntasse agora os motivos que tenho para pregar paz ao mundo eu diria:

1) Sozinho o homem não consegue ter paz, é preciso que ela venha de fora;

2) Ele não sabe de onde vem a paz e é preciso que falemos que ela vem de Jesus; e

3) A paz só é conquistada por meio do senhorio de Cristo sobre os corações. Nenhum projeto de reforma social, agrária, econômica, política etc., poderá construir a paz. Só quando Jesus estiver entronizado nos corações.

Tu ás fiel, Senhor, meu Pai celeste:
Pleno poder aos teus filhos darás.
Nunca mudaste: tu nunca faltaste:
Tal como eras, tu sempre serás. 

Coro
Tu és fiel, Senhor! Tu és fiel, Senhor! 
Dia após dia, com bênçãos sem fim, 
Tua mercê me sustenta e me guarda. 
Tu és fiel, Senhor, fiel a mim. 

Flores e frutos, montanhas e mares, 
Sol, Lua, estrelas no céu a brilhar: 
Tudo criaste na terra e nos ares. 
Todo o Universo vem pois te louvar! 

Pleno perdão tu dás: paz, segurança: 
Cada momento me guias, Senhor. 
E, no porvir, oh! que doce esperança: 
Desfrutarei do teu rico favor!

 A HISTÓRIA

 Letra: Thomas O. Chisholm (1866-1960)
Música: William M. Runyan (1870-1957)

O homem lia com cuidado as várias poesias que tinha diante de si. Elas lhe foram enviadas por um amigo, para que ele, sentindo a devida inspiração, escrevesse músicas para acompanhá-las.

Uma das poesias logo chamou a sua atenção. “Esta poesia tinha tal apelo, que orei com todo o fervor pára que a minha melodia pudesse transmitir a sua mensagem duma maneira digna.”

 A cena descrita transcorreu em 1923. O compositor era o Rev. William Marion Runyan, metodista norte-americano. Sem dúvida, hoje podemos dizer: a música do compositor faz exatamente o que ele tão ardentemente desejou.

 Runyan nasceu no dia 21 de Janeiro de 1870, em Marin, Estado de Nova York. Tinha grande inclinação para a música. Iniciou os seus estudos de música quando tinha 5 anos, e aos 12 já servia como organista da igreja. Quando tinha 14 anos seu pai, que era pastor metodista, mudou-se, com a família para o Estado de Kansas.

Apesar do seu grande talento musical, Deus tinha outros planos para Ruhyan. Aos 21 anos de idade, foi consagrado ao ministério pastoral. Serviu como pastor e evangelista entre os metodistas por 32 anos.

Por causa de um problema de surdez, Runyan deixou o pastorado em 1923, para assumir responsabilidades na Universidade John Brown, trabalhando também como redator da revista Cristian Workers’ Magazine (Revista do Obreiro Cristão) e como compilador de hinários.

De 1931 a 1944, ele serviu no Instituto Bíblico Moody, em Chicago. Foi nesse Instituto que o hino Tu És Fiel, Senhor, tornou-se muito conhecido, tornando-se um dos prediletos dos alunos daquela instituição. Quando o Dr. Houghton, presidente da mesma, faleceu, o hino foi entoado por todos os presentes ao culto fúnebre.

Em 1923, quando Thomas Chisholm enviou aquelas poesias a William Runyan, este, compositor de quase 300 hinos, já havia feito umas 20 ou 25 músicas para acompanhar poesias de Chisholm, seu colega e grande amigo.

Thomas Obediah Chisholm nasceu no Estado de Kentucky, no dia 29 de julho de 1966. Nasceu em circunstancias humildes e teve de instruir-se por si mesmo. Apesar de só completar o curso primário por esforço próprio, mais tarde se tornou professor. Com 21 anos já era redator auxiliar do jornal local.

Com 27 anos, Chisholm se converteu durante uma série de conferências evangelísticas. Mais tarde, foi consagrado ao ministério pela igreja Metodista, mas o seu estado de saúde bastante precário proibiu que desenvolvesse muitas atividades. Por esta razão, ele deixou o pastorado.

Chisholm escreveu em total de aproximadamente 1.200 poesias. Faleceu no Lar Metodista de Ocean Grove, Estado de Nova Jersey, em 29 de fevereiro de 1960.

O hino Tu És Fiel, Senhor foi publicado pela primeira vez em 1923, nem hinário intitulado Songs of Salvation (Cânticos de Salvação) da autoria de Runyan.

O nome da melodia, dado pela família de Runyan, é FAITHFULNESS (Fidelidade).

A tradutora Joan Larie Sutton, é conhecida e amada em todo o Brasil. D. Joana (como ela é mais conhecida) é eximia violinista, querida professora, compositora, autora, tadutora e criadora de um imenso patrimônio de música sacra no Brasil.

Joan Larie Riffey, nasceu em 26 de julho de 1930, em Lousville, Estado de Kentucky, EUA. Chegou ao Brasil com seus pais, John e Esther Riffey, operosos missionários da Junta de Richmond, em 1935.

 Como diretor do Curso por Extensão do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, de 1938 a 1954, o Dr. Riffey serviu em oito estados do Brasil. D. Esther trabalhou na igreja local no Rio de Janeiro, no Curso de Obreiras e como autora e compositora para o trabalho com crianças. Joana aceitou a Cristo nos joelhos de sua mãe, vindo a se batizar aos dez anos. Os seus estudos de primeiro e segundo grau foram em colégios batistas, em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

Bem cedo revelou o seu talento musical. Desde os seis anos estudou piano, adicionando, depois, o violino. Em seu sermão oficial no VI Congresso Nacional da Associação dos Músicos Batistas do Brasil, realizado em Fortaleza, CE, D. Joana recordou a sua formação espiritual e musical. Realçou as suas experiências nos corais da sua igreja e escola, as capelas, os cultos, os orfeões. Sobretudo ela se lembrou dos hinos, que ajudaram a formar esta líder que mais tarde teria forte influência na música sacra brasileira.

Indo aos Estados Unidos para continuar os estudos, como bolsista, Joana cursou Pedagogia do violino na Universidade de Baylor, Estado de Texas, bacharelando-se em Letas (literatura inglesa e francesa) e Música (teoria e violino), concluindo em 1951. Após o falecimento de seu primeiro esposo, joana voltou aos estudos, iniciando, em 1952, o mestrado em música Sacra no Seminário Teológico Batista do Sul, em sua cidade natal. Durante o curso veio a conhecer john Boyd Sutton, com quem se casou em segundas núpcias. Deus deu três filhos a este casal, John Edwin (1954), Laura (1957) e Cecília (1960), que nasceu no Brasil. O Pr. Boyd e Joana terminaram o mestrado em música sacra em 1956, e, depois de três anos de trabalho, no Estado da Carolina do Norte, foram nomeados como missionários pela junta de Richmond, chegando ao Brasil em agosto de 1959. O casal começou a lecionar música no STBSB em 1961. Em 1963, iniciaram o curso de música sacra do Seminário, com o Pr Boyd na direção. A profa. Joana lecionou em muitas áreas: composição, contraponto, forma e análise, órgão, violino e hinologia, sempre traduzindo músicas para os diversos coros e para o ensino de canto. Passaram, mais de vinte anos abençoados treinando pessoas que hoje estão espalhadas pelos quatro cantos do país e do exterior, muitos em lideranças. Este casal tem verdadeiramente dedicado sua vida ao ministério de música na Pátria Brasileira.

O casal Sutton depois de 33 anos abençoados de ministério no Brasil, voltou à sua terra natal em outubro de 1992 para a aposentadoria. Fixando-se em Hendersonville, Carolina do Norte, EUA, continua a servir ao Senhor, tanto no seu novo lar, como em cooperação com seus companheiros do trabalho no Brasil.

Um Testemunho

O Pr. Arthur Francis White, pastor batista aposentado de 88 anos de vida estava acamado no hospital. Sofrera uma queda muito brutal, que lhe fizera muito mal. Duas das suas quatro filhas revezavam-se ao seu lado. Anne, sua querida esposa de 58 anos, estava doente em casa, sem condições de estar com ele. (Havia de segui-lo para espera da volta de Jesus 4 meses mais tarde) .

Numa hora quando sua filha Hellen White Brock estava ao seu lado, o Pr Arthur pediu: “Helen, cante comigo, Tu ès Fiel, Senhor”. O Pr. Arthur possuía uma linda e possante voz de tenor. Uma de suas maiores alegrias era cantar o louvor de Cristo, a quem ele conhecera e amara desde menino, e servia fielmente há longos anos.

 Helen nunca foi solista, mas cantava um contralto muito afinado no coro, e, quando necessário, regia o coro com eficiência, embora fosse mais uma instrumentista. Naquele momento, entretanto, começou o hino que ambos amavam e conheciam de cor. O pastor, com voz fraca, uniu-se a ela. Em alguns minutos, com a voz falhando, o Pr. Arthur pediu: “Continue, Helen, não posso, mais”. E assim Helen continuou a cantar este grande hino, enquanto seu pai, olhos fechados, apreciava. De repente, Helen notou que seu pai, um sorriso ainda nos lábios, parecia ter dormido. Percebeu que ele não estava mais ali. Partira para estar guardado em Cristo Jesus, esperando o dia da volta Daquele a quem ele amara e servira toda sua vida.

Este hino continuou a ser o hino da família de Helen e Ursus Brock e de suas filhas, Margaret, Edith e Mary. Foi escolhido por Ursus para fazer parte do seu próprio culto memorial, muitos anos mais tarde. Tem sido o testemunho de Edith e Dewey Mulholland por mais de 40 anos de serviço missionário no Brasil, 23 no Piauí e o restante no Distrito Federal: verdadeiramente Deus é Fiel!

Bibliografia: Rosa, Joaquim de Paula, Apresentação, Hinário Para o Culto Cristão, JUERP, 1990, p, VII.

: – “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11:1).

Definir fé é algo bastante difícil, uma vez que ela está intimamente ligada a coisas e fatos futuros, que ainda não se realizaram, mas que por ela – a fé – já se materializaram com certeza e convicção. Fé é crer, é acreditar, é ter confiança. Para o cristão, tal fé deve estar sólidamente fundamentada na pessoa de Jesus Cristo, “o Autor e consumador da nossa fé” (Hb 12:2).

A fé é diferente da credulidade, uma vez que a credulidade se alimenta de coisas imaginárias, diferindo também da crença, pois não é um consentimento intelectual. No Antigo Testamento, a fé é muitas vezes designada como “Temor do Senhor”.

No capítulo 14 do Evangelho de Mateus é relatado a morte de João Batista. Herodes havia autorizado que ele fosse degolado, os discípulos certamente estava abalados com isso. Jesus então se retira para um lugar deserto, mas uma grande multidão sabendo disso o segue, Jesus compadecendo-se dela cura-lhes os enfermos, e deu-lhes de comer, este é o primeiro milagre da multiplicação de pães. Esta multidão segundo o evangelho de João cap. 6:15, queria proclamar a Jesus, Rei.

Jesus então força os discípulos a embarcarem e passar para o outro lado do lago, era o lago de Genesaré. Este lago pode ser chamado de mar por causa das suas dimensões 10 km de largura por 18 km de comprimento. A intenção de Jesus era livrar os seus discípulos de uma situação constrangedora, a tentação de querer ver a Jesus ser proclamado Rei por aquela multidão que estava ali e havia presenciado tão grandes milagres. O Mestre então sobe para o monte afim de orar sozinho. “Orar sozinho é o segredo de como se pode ser guiado mais efetivamente por Deus do que por pensamentos humanos”. Jesus foi ter com os discípulos na Quarta vigília da noite, entre três e seis horas da manhã.

Pedro acabara de presenciar vários milagres, entre eles a primeira multiplicação de pães. Mas agora ele se encontrava em uma circunstância adversa sem a presença física do mestre. Muitas vezes, meus queridos, nós temos uma grande demonstração de fé dentro da igreja, quando o pastor pede para que nós nos levantemos, e nos coloquemos de pé, e oremos por um grupo de pessoas enfermas para que sejam curados, ou por alguém possesso para que seja liberto, mas, quando nos encontramos sós e deparamos com uma dificuldade nossa, a nossa tempestade, a nossa fé já não é a mesma, você se sente apavorado. É assim que se encontrava Pedro naquela madrugada.

Pedro é um exemplo de fé. No texto, podemos tirar algumas lições básicas na fé exercida pelo apóstolo naquela situação. Jesus foi ter com Pedro sobre o mar, quando estamos em situações difíceis Jesus vem até nós primeiro, Jesus conhecia a dificuldade que Pedro tinha naquela hora, por isso foi ter com eles.

 1. Qual era a base da fé de Pedro?

A fé de Pedro se baseava na sua sujeição ao SENHORIO DE CRISTO (v. 28). Foi o amor de Pedro para com Jesus, o desejo do discípulo de estar ao lado do Mestre, que o levou a fazer este pedido. Os que realmente amam a Cristo vencem águas, fogo ou quaisquer outros obstáculos para estarem ao Seu lado; vencem pela fé todos os impedimentos. A teologia da prosperidade ensina que Deus é o servo e eu sou o senhor, eu ordeno pela fé e Deus executa. A base da nossa fé deve ser a compreensão de que eu sou servo e Ele é o SENHOR.

2. Por que Pedro começou a afundar?

O enfraquecimento da fé de Pedro começou quando ele olhou para as circunstâncias (v.30). É quando tiramos os olhos de Jesus, para olhar as ondas de perigo, de embaraços, de perseguição, de defeitos no próximo, de enfermidades é que começamos a enfraquecer em cumprir os deveres de filhos de Deus. É quando aceitamos o falso evangelho de que o “eu tudo posso naquele que me fortalece” de Paulo não significa “posso quando estou sujeito a Jesus” mas posso pelo simples ato de crer, mas o que Paulo quer dizer é que posso quando estou debaixo da autoridade daquele que me fortalece.

Quer vitória, meu irmão? Não precisa gemer nem chorar, nem passar noites inteiras no monte, basta submeter-se inteiramente à Palavra de Deus. Monte, vigília e jejum são para aqueles que estão debaixo da autoridade da Palavra de Deus. O que nos leva à presença de Deus não são as noitadas de oração, mas a meditação sistemática na Palavra Escrita. Noitadas de oração sem vida na Palavra  é apenas uma extravagância de crente. O monte, o jejum a oração são extremamente úteis, mas somente são úteis para aqueles que conhecem o Senhor Jesus através da Sua Palavra. Monte e vigília é lugar de consagração, jejum é para consagração, consagração é para crentes fiéis. Se você não é fiel na palavra, com muitas dificuldades você será nas outras áreas.

Todos estas coisas serão apenas símbolos. O símbolo é muito comum no VT, mas lá diz a Bíblia que é uma sombra das coisas futuras, devemos buscar o agora. Um exemplo de simbolismos comuns nos dias de hoje: Caminho do sal, a rosa ungida, a carteira ungida, unção das mãos, o portal da benção, patuá, despacho, roupa branca no ano novo, roupa preta no luto, roxo na sexta feira da paixão, horóscopo, tarot, búzios e tantas outras coisas, a nossa fé não pode estar firmada em símbolos, ou seja em algo que podemos ver e tocar e que podem nos levar a uma vida de medos e enganos. Quem tem maior interesse em que você seja enganado, um derrotado, é o diabo e as Escrituras Sagradas dizem: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4:7). O medo e as circunstâncias adversas são os maiores inimigos da prática da fé. Se você ficar com as suas mãos ocupadas segurando nos símbolos como você poderá segurar nas mãos de Jesus, quando ela já esta estendida para você.

Pedro na sua aflição recorreu ao remédio provado desde a antigüidade, a oração; “gritou: salva-me Senhor!

3. Porque a fé é tão imprortante?

Tudo o que fazemos sem fé é pecado. Rm 14 23 – “Mas aquele que tem dúvidas, é condenado se comer, por que o que faz não provém da fé, e tudo o que não provém de fé é pecado.”  2 Co 5:7  – “Visto que andamos por fé, e não pelo que vemos”.

É impossível a gradar a Deus sem fé.  Hb 11:6 – “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador daqueles que o buscam”.

A eficácia do evangelho está ligada à fé. Hb 4:2 – “Porque também a nós foram anunciadas as boas novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé, naqueles que a ouviram”.

4. A fé de Pedro era PEQUENA.

Em que a fé de Pedro era pequena?

  • Tinha boa qualidade: O Senhorio de Cristo.
  • Tinha boa intensidade: Andou por sobre as águas.
  • Tinha boa motivação: Ir ter com Jesus.

 A fé de Pedro era pequena porque não perseverou. Ele ficou pouco tempo sobre as águas, experimentando o milagre. Conosco se dá o mesmo.

  • Cremos na cura, mas não perseveramos na oração.
  • Num negócio, mas no primeiro contratempo, desiste-se.
  • Cremos no crescimento da igreja, mas esquecemos que Jesus é o Senhor da seara e começamos a procurar modelos fora das Santas e inigualáveis verdades do evangelho.
  • Quantos ministérios fracassados por que seus líderes não conseguem crer no poder do evangelho.
  • Oramos pela recuperação de alguém, mas lá dentro do coração pensamos: “esse é irrecuperável”.
  • Hoje se está alegre, mas amanhã já se está triste ou deprimido.

 A fé é pequena porque não perdura.

           É pela fé que alcançamos: salvação, santificação, luz espiritual, vida espiritual, vida eterna, descanso no céu, edificação, preservação, adoção, acesso a Deus, herança das promessas, os dons do Espírito Santo e tantas outras coisas. Tudo o que fazemos sem fé é pecado.

Vencemos o mundo somente por fé. 1 Jo 5:4 – “…por que tudo que é nascido de Deus vence o mundo;  e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé”.

A fé produz obras. Tg 2:17 – “Assim também a fé se não tiver obras é morta”.

  1. As circunstâncias não devem ser observadas quando Jesus já foi identificado nelas. Jesus estava no meio da tempestade. Todavia, a atenção de Pedro foi para a tempestade.
  2. O medo sempre impossibilita a realização de qualquer aventura na fé. Não confunda medo com cautela.
  3. Nossa fé deve ser constante, mesmo nas dificuldades, baseando-se no Senhorio de Cristo e na convicção certa:  O desejo de estar mais perto dEle. Através da sua santa Palavra.
  4. A fé traz temor de Deus.
  5. A fé traz um desejo ardente pelas almas perdidas.

Prontamente, Jesus, estendendo a sua mão, tomou-o… (v 31). A mão de Cristo permanece estendida para evitar que afundemos, (Sl 34:4) “Busquei o Senhor e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores”.

Jesus está estendendo as mãos para você assim como estendeu para Pedro naquela madrugada. Se você se encontra em situação de difícil solução, estenda também as suas mãos para Ele e segure-se nelas.

Quando Pedro segurou as mãos de Jesus a tempestade não cessou. Somente quando ele entrou no barco com Jesus é que a Bíblia nos diz que cessaram-se os ventos.

Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas. Fartam se da abundanciada tua casa, e na torrente das tuas delícias lhes dás de beber. Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz vemos a luz.” Salmo 36:7-9

No livro do profeta Jeremias temos uma severa mensagem de julgamento para nação de Judá, onde Deus mostra o pecado obstinado do povo, a sua infidelidade espiritual, a chamada ao arrependimento e o juízo como conseqüência da desobediência. Deus mostra as razões pelas quais aquele povo estava naquela situação: “Porque dois males cometeu o meu povo; a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas ” (Jr 2:13).  

Muitas vezes não nos damos conta de quão próximo estamos daquela situação do passado, no aspecto espiritual. Quantas vezes temos deixado o manancial de águas vivas, a fonte de água pura, límpida e cristalina, que se renova e corre fluente e abundantemente, que sacia a nossa sede e sustenta a nossa vida, que traz refrigério e bênção espiritual,  substituindo-a por água de cisterna, salobra, estagnada e contaminada, que só pode trazer destruição e morte.

Não percebemos nossa ingratidão para com Deus, ao acharmos que nosso viver e nossas conquistas são frutos de esforço próprio, quando a Palavra de Deus nos mostra que tudo o que temos provém de Deus. Muitas vezes nos refugiamos na nossa própria justiça, que, no entanto, não esconde de Deus nossa iniqüidade oculta. Quantas vezes nos rebelamos contra Deus, ignorando a sua vontade, suas leis e seus propósitos, em uma rejeição deliberada e consciente daquilo que é agradável à Ele, quando isso não se ajusta ao que queremos ou pensamos, colocando de lado a voz do Espírito Santo que nos “incomoda”, e centralizamos nossa vida em coisas que não tem nenhum valor real perante Deus. E ainda nos damos ao direito de nos sentirmos desamparados e questionarmos a Deus em nossos momentos de crise, quando na realidade, o que colhemos é resultado do que foi semeado!

O Senhor é justo e misericordioso, é quem esquadrinha os corações e prova os pensamentos, para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto de suas ações. A vontade de Deus é cheia de graça quando nosso espírito deixa de ser rebelde e corresponda ao que Ele pretende de nós. Ser o barro na mão do oleiro é melhor que ter um coração de pedra, insensível e voluntarioso. Deus não rejeita um coração arrependido e quebrantado, mas o acolhe, guia e sustenta em terno amor.

Que o possamos ter a misericórdia de Deus sobre nós e orar a cada dia como Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno ( Salmo 139:23,24 ).

Autora: Geralda Costa Lage Almeida

2 Reis 6:8-17 “E o rei da Síria fazia guerra a Israel; e consultou com os seus servos, dizendo: Em tal e tal lugar estará o meu acampamento. 9 Mas o homem de Deus enviou ao rei de Israel, dizendo: Guarda-te de passares por tal lugar; porque os sírios desceram ali. 10 Por isso o rei de Israel enviou àquele lugar, de que o homem de Deus lhe dissera, e de que o tinha avisado, e se guardou ali, näo uma nem duas vezes. 11 Entäo se turbou com este incidente o coraçäo do rei da Síria, chamou os seus servos, e lhes disse: Näo me fareis saber quem dos nossos é pelo rei de Israel? 12 E disse um dos servos: Näo, ó rei meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas no teu quarto de dormir. 13 E ele disse: Vai, e vê onde ele está, para que envie, e mande trazê-lo. E fizeram-lhe saber, dizendo: Eis que está em Dotä. 14 Entäo enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais chegaram de noite, e cercaram a cidade. 15  E o servo do homem de Deus se levantou muito cedo e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; entäo o seu servo lhe disse: Ai, meu senhor! Que faremos? 16 E ele disse: Näo temas; porque mais säo os que estäo conosco do que os que estäo com eles. 17 E orou Eliseu, e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o SENHOR abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.”

Quando adolescente, gostava de assistir ao desenho dos Thunder Cats. Lion, o líder do grupo, tinha uma espada que lhe dava visão além do alcance. Assim, se o inimigo atacasse sua fortaleza ou se um dos seus companheiros estivesse em apuros, ele podia ver através da espada e se antecipar na defesa ou prestação de socorro. A Bíblia é a “espada justiceira” que nos dá visão além do alcance.

 Visão além do alcance por meio da fé

 Hebreus 11:1 define assim a fé. “Fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver” (NTLH). Acrescento, não podemos ver com a visão natural, mas podemos ver com a visão espiritual.

A fé é a poderosa “lente” que nos capacita a enxergar o que pessoas com visão natural não podem. E, enquanto elas se desesperam ou desistem, nós prosseguimos certos de que vamos receber o que esperamos.

 Visão natural e visão espiritual

Lembra-se do servo de Eliseu? Ele tinha visão humana. Com a visão natural ele vê o exército inimigo e um grande problema. Fica assustado, desesperado, não vê saída. E a visão espiritual de Eliseu? Com a visão espiritual ele vê o exército de anjos prontos para pelejar. Esta visão espiritual lhe dá paz, coragem e vitória.

Qual visão é a sua? Talvez tenha de orar pelos seus liderados como Eliseu orou por seu servo, pedindo ao Senhor que abra a sua visão espiritual, e assim mudar o foco: do inimigo que te cerca para o Senhor que te protege.

Contrastando as visões

O povo de Israel olhou para trás quando saía do Egito e viu o exército de Faraó lhes perseguindo, para os lados montanhas, para frente o mar… então, pensaram ser o fim. Moisés, entretanto, via um caminho sendo aberto por Deus no meio do mar.

No deserto Deus mandou Moisés enviar doze espias para avaliar a terra que iriam conquistar (Números 13 e 14). Após quarenta dias eles voltam trazendo o relatório. Dez deles relatam ter visto gigantes e a impossibilidade de conquistar a terra o que levou o povo a murmurar contra Deus. Em conseqüência, todos são condenados a peregrinar quarenta anos pelo deserto até morrer, sem entrar na Terra Prometida. Josué e Calebe relataram algo diferente. Eles viram uma terra maravilhosa com frutos enormes, que daria para alimentar seu povo e tinham certeza que os gigantes nada eram diante de Deus. Por conta desta visão são os únicos a entrar na Terra Prometida.

O exército de Israel via um gigante que lhes desafiava e aterrorizava. Davi vê a oportunidade de glorificar a Deus e derrota o gigante (1 Samuel 17:45-47).

Os discípulos de Jesus viam uma multidão faminta, uns trocados na bolsa e alguns pães e peixes. Jesus vê a oportunidade de alimentar uma multidão.

O que faz pessoas olharem na mesma direção e verem coisas diferentes? A visão espiritual. Não é em vão que todos os gigantes de Deus tinham grande visão espiritual.

O Senhor pode abrir nossa visão

É possível ser discípulo de Jesus e não enxergar as realidades espirituais. O Senhor que tira a visão humana dos soldados sírios e abre a visão espiritual do servo de Eliseu pode abrir seus olhos.

Conta-nos Lucas que dois discípulos caminhavam tristes, cabisbaixos, derrotados (24:13-32). A morte de Jesus lhes tirou a esperança. Então o Senhor aparece e passa a caminhar com eles. Mas estavam tão cegos que não reconheceram Jesus e continuaram tristes, cabisbaixos, derrotados.

É possível caminhar com Jesus sem lhe reconhecer e prosseguir triste, derrotado, centrado nos problemas, vencido pelas circunstâncias. Quando a cegueira espiritual é grande, a presença do Senhor não traz alegria.

Jesus precisou abrir os olhos daqueles discípulos para que lhe reconhecessem (v. 31). Somente assim viram o Senhor ressuscitado e ficaram felizes, entusiasmados e com o coração abrasado.

O que te falta? Ter os olhos espirituais abertos para contemplar o Senhor que caminha ao seu lado? Para ver que ele te carrega no colo nas horas difíceis e por isso só duas pegadas na areia?

 Talvez esteja vendo a pequena igreja, o ministério infrutífero. Mas é isso que o Senhor está vendo? É isso que ele quer que você veja?

 Você precisa de visão além do alcance

 Ore e peça àquele que abriu os olhos do servo de Eliseu para te dar visão além do alcance. Ele vai mudar seu foco e você vai ver um caminho sendo aberto no meio do mar ao invés das montanhas que te cercam ou do inimigo que te persegue.

 Jesus quer te dar visão espiritual, através da espada do Espírito, para que você veja além das circunstâncias e, juntamente com a igreja, seja vitorioso.

Autor Jair Souza Leal – Reprodução Autorizada www.institutojetro.com